segunda-feira, 28 de julho de 2008

Pensamentos de Léon Denis


Por lembrança, eu revejo a natureza ainda virgem, semi-selvagem, toda impregnada de mistério e de poesia, e que o homem, apesar de sua pretensão de embelezar, somente conseguiu mutilar e despojar. Revejo esses grandes promontórios, batidos pelas tempestades, que se erguem ante os horizontes infinitos do mar e do céu.
Revejo a floresta profunda, toda cheia de murmúrios de uma vida invisível; a floresta assombrada pelos espíritos dos antepassados que encantam os santuários onde se realizam os sacrifícios e os ritos sagrados. Essa floresta céltica era tão vasta que seriam precisos meses inteiros para atravessá-la; tão espessa, tão cerrada, que no verão o tempo era escuro em pleno meio-dia, sob suas abóbodas verdejantes.
Todo Celta guarda no coração o amor ardente, imperecível, da floresta. Ela é para ele um símbolo de força e de vida imortal. Após o fim do inverno, não renasce ela na primevera, assim como a alma, após um tempo de repouso, volta à Terra para manifestar os poderes da vida que estão nela?
Nesse ponto, como em muitos outros, o ensino dos druidas se inspirou nos espetáculos da natureza. No estudo de suas leis, eles acharam uma fonte abundante de lições sempre vivas e expressivas, sempre ao alcance dos homens que ofereciam uma base sólida, uma força incomparável para suas convicções. Daí nenhuma dúvida, nehuma hesitação, visto que eles pensavam que a natureza era uma emanação da vontade divina . É por estar afastado dela e por ter desconhecido suas leis que, desde então, o homem caiu no cepticismo e na negação.
Mas então uma fé nova e pura brotava das almas, como a fonte límpida jorra do solo sob a ramagem dos grandes bosques. Espírito impetuoso e ardente, dela me impregnei a tal ponto que, apesar das vicissitudes de numerosas existências, ainda lhe guardo uma profunda impressão.
Eu gostava de penetrar nos círculos de pedra (cromlechs) onde se evocavam os espíritos dos mortos. Escutava, com ansiedade, as lições dos druidas, que nos entretinham com as narrações das lutas da alma no 'Abred' (Terra), para conquistar a ciência e a sabedoria, e sua plenitude de vida no 'Gwynfyd' (mundos celestes), para posse da virtude, do gênio e do amor. Sob a indicação do Mestre, eu me aplicava em aprender e recitar os numerosos versos que constituíam o ensino sagrado.
Mas quando a Terra tiver perdido seu adorno, e se tornar calva e nua, quando as águas pluviais rolarem em torrentes devastadoras, para onde o homem voltará seus olhares para desfrutar do espetáculo do Universo?

= Extraído do livro O Gênio Céltico e o Mundo Invisível, de Léon Denis =

Atitude Verde


Oi, minha gente. Peguei esse vídeo que vocês vêem acima no Atitude Verde. Trata-se da propaganda da Petrobrás que foi proibida pelo Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária). O anúncio foi suspenso porque o Conselho entendeu que a empresa não contribui para a qualidade ambiental. Lindo o vídeo!

Exilados de Capella




“Há muitas moradas na casa de meu Pai”. Com estas palavras, há mais ou menos dois mil anos atrás, o mestre Jesus já buscava a abertura consciencial dos seres humanos para aquilo que nossa ciência vem aos poucos comprovando nestes últimos séculos a respeito da infinidade de corpos celestes e mundos que constituem este Universo de proporções infinitas, do qual o planeta Terra faz parte como simples grão de poeira cósmica a executar seu bailado sincronizado.
O que nossa ciência não pôde ainda comprovar, ou ao menos se absteve de emitir um parecer favorável, é para o fato da infinidade de formas de vida e civilizações que constituem a “Casa do Pai” que é o Universo em que vivemos.
A falta de posicionamento sobre este e outros fatores a respeito do Universo por parte de nossa ciência, colabora em muito para a manutenção da maior parte dos seres humanos na ignorância das maravilhosas leis universais que regem a Criação divina, dentre elas, a lei da transmigração dos espíritos e bem como do intenso intercâmbio existente entre as diversas civilizações mais avançadas que habitam o Universo.
O problema maior não se deve à simples sonegação de informações, mas sim, à falta do esclarecimento que poderia proporcionar aos seres humanos o crescimento que o habilitaria ao contato direto com outras civilizações do Universo.
Isto, em parte se deve ao materialismo pelo qual, há milênios, o homem vem optando, em detrimento do verdadeiro e único caminho que é o da interiorização e o da busca dos valores reais, os do Espírito. Em parte, e como conseqüência direta do fato anterior, deve-se também ao obscurantismo religioso que vem imperando há quase dois mil anos, instituído no atual ciclo da humanidade através da igreja católica, do qual temos as mais infelizes lembranças na "santa" inquisição e nas guerras religiosas em nome de Cristo.
Apesar deste estado de inconsciência no qual vem se mantendo a maior parte dos seres humanos a respeito de si próprios e das leis divinas, elas não falham em sua sabedoria, e vem cumprindo a risca os ciclos evolutivos do Universo, sejam eles referentes aos instantes de vida de uma simples bactéria ou aos bilhões de anos que compõem a existência de uma estrela.
Podemos, portanto, apenas para fins comparativos, estabelecer a existência de uma escala evolutiva dimensional diretamente relacionada à escala atribuída por Kardec às diversas categorias de mundos habitados, composta por várias dimensões, a qual segue das dimensões mais densas, como a que habitamos atualmente, para as mais sutis, onde os espíritos fazem uso de corpos de matéria mais sutil, imperceptível aos nossos sentidos grosseiros, chegando a níveis essenciais, onde a utilização de corpos, por mais sutis que sejam, deixa de ser necessária, pois os seres conquistam o direito de viverem a realidade de suas essências, passando a existir puramente como energia, ou luz, quando, então, transcendem também a necessidade de habitarem mundos, da forma como estamos habituados a considerá-los, passando a vivenciar a maravilha de poderem habitar e estar no universo todo, a todo tempo.
A evolução dentro desta escala se processa de acordo com o crescimento moral e através do esforço de cada ser no sentido de compreender as leis universais, que têm como base a lei do amor e do auxílio ao nosso próximo, como nos ensinaram Jesus e tantos outros mestres que por amor se submeteram a encarnações em nosso planeta.
Partindo deste princípio, nada mais natural do que aceitarmos o fato de que seres provenientes de outros mundos, já mais evoluídos do que o nosso, venham nos auxiliar em momentos difíceis como o que estamos passando atualmente, onde a humanidade encaminha-se a passos largos à degeneração devido a escolhas infelizes por parte da maioria, pois, nada mais estão fazendo nossos irmãos superiores do que cumprindo desígnios maiores e universais, que são, como já mencionamos, a lei do amor e do auxílio ao próximo.
A força mental e o amor nestes seres já são fatores bastante desenvolvidos, sendo em muitos casos através destas forças que criam (materializam de acordo com a dimensão que habitam) os corpos sutis utilizados por eles em suas existências.
Apesar da individualidade ser um fator ainda existente, a personalidade já não mais ocorre, propiciando o deslocamento da atenção de cada indivíduo de si próprio para a coletividade do grupo, o que propicia a formação de uma união mais real e duradoura, trocando o EU pelo NÓS.
Esta união ocorre em grupos semelhantes às famílias terrenas, nos quais porém, seus membros são imbuídos dos mesmos objetivos, uns apoiando os outros, elevando-se juntos em aprendizado, encontrando verdadeira satisfação no auto-aprimoramento e no trabalho de auxílio aos povos menos favorecidos.
De acordo com os objetivos e direcionamento tomados, diferentes grupos vão se unindo, e, com isto, ampliam suas possibilidades de realização, fator que confirma a afirmação do mestre Jesus, que disse que um dia haverá “um só rebanho e um só Pastor”, pois todos estarão plenamente integrados pelos pensamentos superiores que serão comuns a todos e pelo amor verdadeiro que ligará os corações.
São, portanto os grupos que passam a buscar e realizar, e não mais as individualidades, que, mesmo quando em localidades diferentes, continuam unidas pelo pensamento idêntico, pela comunicação mental permanente e também pelo amor que permeia seus corações, partes de um mesmo e grande ser, consciente e atuante em cada indivíduo da coletividade.
A partir de um determinado patamar evolutivo atingido pelo aprimoramento constante de cada ser e grupo, o potencial de realização vai se tornando de tal forma grande, que estes seres passam a trabalhar como intermediários entre Deus e os mundos físicos, cumprindo os desígnios divinos de criação, preservação e transformação dentro do universo, sejam estes desígnios referentes ao desenvolvimento de uma espécie de ser vivente, à criação de um planeta, de uma estrela ou de uma galáxia.

Morgana fala...



Em vida, chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. Na verdade, cheguei agora a ser maga, e poderá vir um tempo em que tais coisas devam ser conhecidas. Entretanto, o próprio mundo mudou. Houve um tempo, em que um viajante. se tivesse a disposição e conhecesse apenas uns poucos segredos, poderia levar sua barca para fora, penetrar o mar do Verão e chegar não a Glastonbury dos monges, mas à ilha sagradade Avalon; isso porque, em tal época, os portões entre os mundos vagavam com as brumas, e estavam abertos, um após o outro, ao capricho e ao desejo do viajante. Esse é o grande segredo, conhecido de todos os homens cultos de nossa época: pelo pensamento criamos o mundo que nos cerca, novo a cada dia.
E agora os padres, acreditando que isso interfere no poder de Deus, que criou o mundo de uma vez por todas, para ser imutável, fecharam os portões (que nunca foram portões, exceto na mente dos homens), e os caminhos só levam à ilha dos padres, que eles protegeram com o som dos sinos de suas igrejas, afastando todos os pensamentos de um outro mundo que viva nas trevas. Na verdade, dizem eles, se aquele mundo algum dia existiu, era propriedade de Satã, e a porta do inferno, se não o próprio inferno.
Tive sempre o dom da Visão, de ver o interior da mente dos homens e mulheres; e, durante todo esse tempo, estive perto de todos. Assim, por vezes, tudo o que pensavam era do meu conhecimento, de uma forma ou de outra. Por isso, contarei esta história.
Um dia também os padres a contarão, tal como a conhecem. Talvez entre as duas pessoas se possam perceber alguns lampejos de verdade.
O que os sacerdotes não sabem, com o seu Deus uno e sua verdade única, é que não existe história totalmente verdadeira. A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz à Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã, inferno e danação...
Talvez a verdade se situe em algum ponto entre o caminho para Glastonbury - a ilha dos padres, e o caminho de Avalon - perdido para sempre nas brumas do mar do Verão.
Mas esta é a minha verdade. Eu, que sou Morgana, conto-vos estas coisas. Morgana, que em tempos mais recentes foi chamada Morgana, a Fada.

domingo, 27 de julho de 2008

Atitude é Tudo!

Uma mulher acordou uma manhã, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.
- Bom, ela disse, acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.
- Humm, ela disse, acho que vou partir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
N
o dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem, ela disse, hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
- Oba! ela exclamou, não tenho que pentear meu cabelo hoje!

ATITUDE É TUDO!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Anam Cara




Anam Cara é uma expressão Celta que significa "Alma Amiga". Há duas maneiras de interpretar o Anam Cara:

1. Neste plano de manifestação densa, ele é o seu amigo(a) querido(a), aquela pessoa com a qual você poderá contar em qualquer ocasião, mesmo quando todos tiverem voltado as costas para você. E mais: é aquela pessoa à qual você pode abrir o coração com confiança. Quando você pensa nela, algo em seu coração brilha mais. Você sabe que ela existe e está no mesmo plano que você. Sabe que ela é valiosa e que, só de ver você, já sabe como você está, pois ela lhe conhece profundamente, além das aparências. Ela sabe sentir você em espírito.

2. Em outros planos mais sutis, ele é o amparador, aquela consciência extrafísica que lhe ajuda invisivelmente. Ele é aquele que lhe conhece há muitas vidas. Sabe dos seus dramas e de seus acertos ao longo dos milênios.Pode até ter participado dos eventos anteriores junto com você, tanto na carne quanto além dela. Porém, no momento ele está em outra condição vibracional. Mas não esqueceu de você! Muitas vezes, ele mergulha nos planos mais densos para lhe apoiar invisivelmente. Você não percebe sua presença, mas ele vela secretamente pelo seu progresso. Ele não é uma divindade, é apenas o seu amigo invisível, um Anam Cara extrafísico.

O Anam Cara poderá ser o seu filho(a), seu parceiro(a), seu irmão, seu pai, sua mãe, seu parente, ou apenas um amigo que você reconheceu ao longo da vida. Não importa nada disso. O laço real não está na carne nem no sangue, está na alma. Por isso, o Anam Cara independe de idade, raça ou condição. Você o reconhecerá pelo brilho do olhar, sentirá o seu coração pulsando junto com o seu, sentirá muita saudade dele e reconhecerá a sua riqueza interior.

No entanto, muitas vezes o orgulho poderá bloquear tal percepção, e é possível que os seus olhos não o vejam, e que seu coração não o reconheça mais. Então, o coração não falará mais ao coração no silêncio de uma vibração silenciosa trocada no olhar da alma. Haverá apenas o olhar que percebe o convencional, e que se perde nele em meio à dor de tentar achar o Anam Cara aonde ele não está.

Sentir alguém que é um Anam Cara em sua vida, seja ele o irmão, o amigo ou o parceiro, é sentir-se acompanhado na existência por uma alma brilhante. É viajar pelo denso enganoso acompanhado de alguém que também vê algo além...É sentir-se ligado em alma, dentro do coração. O Anam Cara é seu refúgio dentro da loucura em volta. É o porto que a nave de seu coração gosta de aportar em meio à tempestade. Pense numa canção que lhe fala ao coração. Ao ouvi-la, você lembrará de muitas coisas. O Anam Cara é semelhante à essa música. Quando você lembra dele, o coração viaja... Ele pode ser seu amigo, amparador, irmão ou parceiro. Tanto faz. O que vale mesmo é que ele é uma riqueza que você achou no mundo.

O Anam Cara é isso. Pode-se gostar de alguém em vários níveis: mental, emocional, energético ou sexual. Porém, a ligação do Anam Cara transcende esses níveis e chega ao espírito. Por isso, os Celtas antigos reverenciavam o conceito de Anam Cara. Para eles, tratava-se de uma riqueza sem paralelos. E eles sabiam que as ligações que não são em espírito e verdade, são apenas manifestações temporárias e irrisórias ao sabor dos pensamentos, emoções e energias do momento. Para eles, o real sempre foi o espírito eterno, não a bruma que dificulta a percepção. Por isso, os bardos Celtas cantavam:

"Oh, Anam Cara!
Muitos outros vieram, mas só sinto
Tua comunhão sagrada.
Só escuto a tua canção.
Ali está o sol,
Mais tarde virá a lua.
Mas, só me importa a tua canção".

O Anam Cara é isso: uma riqueza sem paralelos. Só o coração é que sabe. Só ele é que sente.

O Anam Cara, seja ele(a) quem for, é um presente da vida ao coração.Sua ligação não vem da Terra, mas do espírito!

Que as pessoas conscientes possam reconhecer o Anam Cara pelo coração.


Paz e Luz.
(Texto de Wagner Borges)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008



Chuvas de papoula, girassóis ao luar

Nós em perfeito abraço navegando pelo ar.

Beijos infinitos, estrelas desmanchando no olhar.

Estou apaixonada, venha me acordar.

Dormindo estou, quero mais é sonhar.

Cavalos marinhos, bichinhos encantados, sou fada a te proteger e fascinar.

E se isso se chama amor, sou um diferente alguém abrindo em flor.

Despetalo em maciez e alegria, sou uma fada, minha varinha é a poesia.

E te escrevo odes, poemas.

E te escrevo na pele o amor com magia.

De olhos fechados, enxergo por dentro.

Vejo com o coração o desejo e a paixão.

Você chega, tua luz brilha em mim.

E de encanto, vivo.

Tudo é fantasia e sedução.

Que seja destino, que seja no sempre.

Sou tua fada, pega minha mão.


=)